Medicamentos contra a disfunção erétil podem causar surdez temporária, segundo as autoridades da FDA (Administração de Alimentos e Drogas )dos Estados Unidos.
Entre os remédios que podem causar este efeito colateral estão o Viagra, o Levitra, o Cialis e o Revatio, que são os mais consumidos por homens com problemas de disfunção erétil nos EUA.
Embora não tenha feito um anúncio oficial, o FDA, que autoriza a venda de alimentos e remédios no território americano, publicou em seu site algumas perguntas e respostas sobre a questão.
A entidade dos EUA também afirmou que decidiu lançar uma advertência sobre o problema nos rótulos dos produtos após a confirmação de 29 casos de perda repentina da audição em homens que tinham tomado os remédios.
“Embora não tenha apresentado uma relação causal, a FDA crê que a forte ligação temporária entre o uso (destes remédios) e a perda repentina da audição justificaria a revisão dos rótulos” que informam sobre os efeitos colaterais dos produtos, diz a entidade.
A FDA afirmou que, em aproximadamente um terço dos casos comprovados, a surdez - um problema comum entre homens de idade avançada - era somente temporária.
sábado, 13 de setembro de 2008
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Equipe recria células do ouvido que se perdem em deficientes auditivos
Trabalho feito com camundongos traz esperança contra surdez.Pesquisa envolveu alteração genética de embriões de roedor.
Alterações genéticas em embriões de camundongo podem ser um passo importante para uma futura terapia contra deficiências auditivas severas, mostra um estudo na última edição da revista científica "Nature" . Uma equipe de pesquisadores americanos usou a inserção de um gene para criar uma quantidade extra de células capilares internas -- as estruturas que transmitem as vibrações do som para o sistema nervoso. E mais: verificaram que as células geneticamente modificadas
Como o sumiço dessas células é a principal causa da perda de audição, replicar a façanha em seres humanos corresponderia a uma forma de terapia genética contra a surdez parcial ou total. No entanto, John V. Brigande, co-autor do estudo e pesquisador Centro de Pesquisas da Audição do Oregon (EUA), pede cautela. "Nosso objetivo era expressar [ativar] de forma diferente um gene e caracterizar seu fenótipo [a manifestação daquela característica]. Outras pessoas é que estão rotulando o trabalho como terapia genética. Adotar ou não essa abordagem ainda é uma questão em aberto", declarou ele ao G1.
Não é a primeira vez que uma baciada extra de células capilares do ouvido (apelidadas pelos pesquisadores de "células supranumerárias") foi produzida, mas até então ninguém havia demonstrado que elas funcionavam como deveriam. Pode-se considerar as células capilares como o "meio de campo" do sistema auditivo. Localizadas no ouvido interno, elas primeiro captam as vibrações sonoras, que são transmitidas pela vibração do ar e do líquido que existe nessa região do sistema auditivo. Depois, outras células capilares traduzem essas vibrações em sinais elétricos, os quais, então, são repassados por neurônios ao cérebro, finalmente levando à percepção do som.
Um plus a mais
Assim, é fácil perceber que, sem elas, esse passo-a-passo termina no meio do caminho. Brigande e seus colegas produziram uma quantidade extra de células capilares inserindo nos embriões de camundongo, na região que dá origem ao ouvido interno no adulto, um gene já conhecido por iniciar a formação desse tipo de estrutura celular. Depois, fizeram testes eletroquímicos para verificar que as células faziam tudo direitinho, da recepção de vibrações à transmissão elétrica.
O próximo passo? "Primeiro, temos de ver se isso pode restaurar um grau quantificável da função auditiva em camundongos", explica ele, que também sofre de deficiência auditiva profunda. "Só então poderemos traçar estratégias apropriadas em humanos." Uma das estratégias possíveis é usar o mesmo gene para encorajar células do ouvido interno de pessoas com problemas de audição a se transformar em células capilares. Outra possibilidade é usar células-tronco e esse gene para produzir células capilares e só então implantá-las nos pacientes. "Só teremos certeza do que fazer com base nos estudos com animais", afirma Brigande.
Fonte:G1 - http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL739176-5603,00-EQUIPE+RECRIA+CELULAS+DO+OUVIDO+QUE+SE+PERDEM+EM+DEFICIENTES+AUDITIVOS.html
Alterações genéticas em embriões de camundongo podem ser um passo importante para uma futura terapia contra deficiências auditivas severas, mostra um estudo na última edição da revista científica "Nature" . Uma equipe de pesquisadores americanos usou a inserção de um gene para criar uma quantidade extra de células capilares internas -- as estruturas que transmitem as vibrações do som para o sistema nervoso. E mais: verificaram que as células geneticamente modificadas
Como o sumiço dessas células é a principal causa da perda de audição, replicar a façanha em seres humanos corresponderia a uma forma de terapia genética contra a surdez parcial ou total. No entanto, John V. Brigande, co-autor do estudo e pesquisador Centro de Pesquisas da Audição do Oregon (EUA), pede cautela. "Nosso objetivo era expressar [ativar] de forma diferente um gene e caracterizar seu fenótipo [a manifestação daquela característica]. Outras pessoas é que estão rotulando o trabalho como terapia genética. Adotar ou não essa abordagem ainda é uma questão em aberto", declarou ele ao G1.
Não é a primeira vez que uma baciada extra de células capilares do ouvido (apelidadas pelos pesquisadores de "células supranumerárias") foi produzida, mas até então ninguém havia demonstrado que elas funcionavam como deveriam. Pode-se considerar as células capilares como o "meio de campo" do sistema auditivo. Localizadas no ouvido interno, elas primeiro captam as vibrações sonoras, que são transmitidas pela vibração do ar e do líquido que existe nessa região do sistema auditivo. Depois, outras células capilares traduzem essas vibrações em sinais elétricos, os quais, então, são repassados por neurônios ao cérebro, finalmente levando à percepção do som.
Um plus a mais
Assim, é fácil perceber que, sem elas, esse passo-a-passo termina no meio do caminho. Brigande e seus colegas produziram uma quantidade extra de células capilares inserindo nos embriões de camundongo, na região que dá origem ao ouvido interno no adulto, um gene já conhecido por iniciar a formação desse tipo de estrutura celular. Depois, fizeram testes eletroquímicos para verificar que as células faziam tudo direitinho, da recepção de vibrações à transmissão elétrica.
O próximo passo? "Primeiro, temos de ver se isso pode restaurar um grau quantificável da função auditiva em camundongos", explica ele, que também sofre de deficiência auditiva profunda. "Só então poderemos traçar estratégias apropriadas em humanos." Uma das estratégias possíveis é usar o mesmo gene para encorajar células do ouvido interno de pessoas com problemas de audição a se transformar em células capilares. Outra possibilidade é usar células-tronco e esse gene para produzir células capilares e só então implantá-las nos pacientes. "Só teremos certeza do que fazer com base nos estudos com animais", afirma Brigande.
Fonte:G1 - http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL739176-5603,00-EQUIPE+RECRIA+CELULAS+DO+OUVIDO+QUE+SE+PERDEM+EM+DEFICIENTES+AUDITIVOS.html
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Aparelho de surdez funciona a base de energia solar
Em um futuro próximo, a preocupação presente entre os deficientes auditivos na hora de recarregar de seus aparelhos de surdez pode acabar. Isso porque um homem chamado Howard Weinstein, desenvolveu um dispositivo do gênero que funciona a base de energia solar.A tecnologia usada por Weinstein não foi divulgada - especula-se que seja baseada em um headset Bluetooth baseado também baseado em energia solar - mas sabe-se que ele contou com o apoio de diversas entidades filantrópicas e fundações para criar o dispositivo. De acordo com a revista Newsweek, cerca de 20 mil pessoas, em mais de 30 países, já estão usando sua invenção, cujo preço não chega a US$ 100, sendo que as baterias custam US$ 1 e duram entre dois e três anos. Outra boa notícia é que o Brasil também fará parte deste processo de Weinstein. Isso porque ele se prepara para desenvolver a segunda geração de aparelhos auditivos, juntamente com engenheiros da Universidade de São Paulo.
Fonte: WWW.vezdavoz.com.br
Fonte: WWW.vezdavoz.com.br
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Projeto de Lei beneficia deficientes auditivos
Projeto de lei apresentado pelo deputado federal Iran Barbosa (PT-SE), na última quinta-feira (28/5), beneficia os deficientes auditivos de todo o país. O PL torna passível de dedução, no Imposto de Renda (IR) das pessoas físicas, os gastos com aparelhos auditivos. Dados da Sociedade Brasileira de Otologia revelam que 25 milhões de brasileiros têm diminuição auditiva, dos quais 90% poderiam ser ajudados por tratamentos médicos, cirúrgicos ou por aparelhos de audição. Hoje, a Lei 9.250/95 permite dedução apenas para pagamentos efetuados a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como com as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias. "Em 2008, a Sociedade Brasileira de Otologia prorrogou, mais uma vez, a Campanha da Saúde Auditiva, cujas metas são valorizar o sentido da audição, colocar a população em contato com os meios diagnósticos, divulgar que a surdez tem tratamento e desmistificar o uso dos aparelhos", explicou Iran. Segundo o deputado, o projeto de lei se alinha com os objetivos da campanha. Iran pede para que seja alterado o artigo 8º da Lei 9.250/95 e que a dedução no IR seja estendida, também, para os deficientes auditivos. O projeto foi elaborado a partir de vários encontros e reuniões do mandato do deputado com entidades representativas dos deficientes auditivos.
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